O Breve Reino dos Vivos

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Este livro – ou uma grande parte dos capítulos – esteve presente a um concurso literário organizado pelo Sindicato dos Bancários do Centro. Arrecadou o primeiro prémio do Júri constituído por profissionais das letras e docentes da Universidade de Coimbra.

Tendo a guerra colonial como pano de fundo, a narrativa evolui em experiências plenas de ansiedade, medo e conquista de uma sobrevivência pautada sempre pelos gestos mínimos da manutenção da integridade física e mental, numa selva natural e humana onde se reproduzem os sentidos e a amargura de povos em luta sangrenta. A reflexão dos espaços físico e ande parte dos seus interior de cada homem preso nas teias de um conflito sempre estranho, fazem deste livro uma longa caminhada pelos valores da vida e a iminência constante de os perder. Pode considerar-se um romance pungente e doloroso.

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ISBN

972-97292-3-9

Outros

Badanas

Pequeno texto dos editores explicando a inserção deste romance na Coleção Imagens de Hoje,” uma coleção que pretende ser o espelho dos dias que vivemos e onde cada leitor possa encontrar motivos do seu próprio encontro e reconhecimento.”

Fotografia e biografia do autor.

Contra capa

Excerto do romance.

Excertos

“Afinal não está sozinho, Francisco Simas também veio, os amigos sempre estão presentes quando devem estar, sorri-lhe do outro lado da sepultura, muito ensimesmado deve ter estado para não o ver ali, sem mágoa profunda, sem desgosto visível, está ali porque deve estar e estando pergunta sem perguntar, como se pode ter a certeza?, como se pode ter a certeza que este é o lugar do fim se uns afirmam veementemente que sim e outros afirmam veementemente que não?, ainda bem que Francisco Simas não torna a morte irreversível, se calhar foi visitado pelo Miro, quem sabe se pelo Alforreca, ambos garantindo o além. – Sabes, Dimas, só morre neste mundo, nesta vida, quem não ousa ousar o eterno, o infinito. Não importa que outros não ousem mais que ousar uma breve visão até ao horizonte dos olhos do corpo, dos passos da vida… (…) o homem só consegue entender até aos limites da sua capacidade de entender e por aí se queda o seu entendimento, por isso é que é pequeno e fraco e miserável, não pode transcender-se, não quer transcender-se, não admite que outros se tanscendam, basta-se com a existência e não aspira a vida, por isso é que rareiam os milagres e o Miro morreu, afirmando uns que acabou e julgando outros que sobrevive a si próprio, estejas onde estiveres, Miro Sardinha, fica em paz.”

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