Janus

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Dado o número de atributos que lhe eram conferidos, Janus foi considerado um dos deuses mais proeminentes do panteão romano. Era o deus das partidas e das chegadas, do dentro e do fora, do início e do fim, do passado e do futuro… Segundo a mitologia, governou no Lácio num período de grandes desenvolvimentos científicos, facto pelo qual passou também a simbolizar a mudança entre a vida primitiva e a civilização, entre o obscurantismo e a ciência. Em razão desta dualidade de facetas, os romanos representavam-no com duas faces, cada uma olhando em direcções opostas. JANUS é também o título desta ficção e o nome atribuído pelo autor ao programa de astrologia, acessível através da rede, que será o elemento desencadeador de toda a intriga. Tal como o deus romano, o programa JANUS tem duas faces. Se por um lado representa “o poder de computação dos modernos processadores informáticos” ao serviço dos interesses humanos, por outro revela-se como algo de obscuro, enigmático que só será desvendado como o decorrer da acção. Este é, aliás, o objecto central de toda a narrativa: duas personagens que procuram perigosamente descobrir o que se esconde por detrás desta tecnologia. Os temas abordados, violação de privacidade, manipulação de dados através da informática, são bem actuais e cada vez mais do interesse do homem moderno. Na verdade, embora o autor, logo nas notas iniciais, faça questão de advertir o leitor que as personagens do romance são fictícias e que qualquer semelhança que possa existir com a realidade é pura coincidência, pela rápida evolução dos meios tecnológicos e da informática, os acontecimentos relatados poderiam bem ser reais. Sem recorrer a termos demasiado técnicos, como seria de prever num romance deste tipo, o autor, através de uma linguagem muito acessível, duma estrutura narrativa excelente e de uma enredo envolvido de suspense, consegue cativar o leitor de princípio a fim.

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972-29-0409-4

Outros

Contra capa

O leitor já pensou que, quem tiver acesso aos seus registos médicos, sabe quais são as suas doenças, que medicamentos toma, que operações fez ou deve fazer? Que quem tiver acesso aos seus registos de leitura em bibliotecas com ficheiros informatizados sabe quais são as suas preferências e necessidades? Que quem tiver acesso aos movimentos do seu cartão de crédito sabe como, quando e onde gastou o seu dinheiro, que revistas assina, que roupas compra, que restaurantes frequenta, onde mete gasolina, em que sítios levanta dinheiro, em que hotéis dorme, em que companhias voa? Que quem ler o seu correio electrónico sabe quem são os seus amigos ou os seus parceiros de negócios? Já imaginou que quem conseguir cruzar todos estes dados sabe mais de si do que você próprio? JANUS é um programa de astrologia que circula na Internet e faz furor. Tom Evans, um brilhante analista de mercado, deixa-se envolver de tal modo que, praticamente, não dá um passo sem a ajuda do programa. A morte de Tom Evans, em condições mal esclarecidas, leva a que o irmão empreenda uma investigação que o levará a uma misteriosa estrutura operada por Karl Wermer, anterior bolseiro suíço. Um livro que, quer pela actualidade do tema abordado, quer pela excelente estrutura narrativa, leva o leitor a tê-lo entusiasticamente da primeira à última página.

Excertos

“Olá Bob, é com todo o prazer que é acolhido no universo de Janus. Agora poderá descobrir tudo o que se oculta na esfera celeste. O presente, o passado e o futuro deixam de ter segredos para si, com a ajuda do Janus. Toda a tradição intelectual da cultura clássica de Roma, de Delfos e da Babilónia e toda a sabedoria oriental, associadas ao poder computacional dos modernos processadores informáticos, permitem traçar complexos cálculos e previsões sobre todas as áreas do interesse humano. Pela primeira vez na história da humanidade a astrologia é uma ciência exacta.” (p.111)

“Acontece que o Janus já estava também a ser investigado e as obstruções eram constantes. Gente muito bem colocada estava a fazer todos os possíveis para complicar a investigação.” (p.140)

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